
É um não querer mais que bem querer;
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
"O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate". (Jean-Paul Sartre, filósofo francês, século XX)







Mais um grupo muito interessante. Esses aí cantam muito. O nome é Voca People. Vi uma entrevista ontem, mas, como estava em inglês, não entendi muita coisa. Parece que esses caras e meninas aí vieram de outro planeta: o planeta Voca. Como marcianos que são, apenas se comunicam através de sons como os que fazem nesse vídeo. Muitíssimo interessante mesmo. Eles cantam, mas, sem nenhum acompanhamento eletrétrico, eletrônico ou acústico. Apenas as vozes dos integrantes do grupo. Assista e comente. Grande abraço.
Retirantes, Cândido Portinári, 1944
Uma das definições que o Dicionário Aurélio dá à palavra preconceito é: Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc. Diante dessa definição gostaria de introduzir minhas idéias e dúvidas a respeito do tão falado sistema de cotas para negros, índios e outros nas universidades públicas.
Com toda a sinceridade não consigo entender o motivo da criação dessas cotas. Tenho lido em alguns artigos que a maioria dos universitários é “branca” (não gosto de utilizar esses termos, mas o faço apenas para me fazer entender melhor) e que apenas uma pequena parte é “negra”. Com todo o respeito a todos os leitores do meu blog, e daí? Por favor não me entendam mal. Quando digo “e daí?” não estou com isso discriminando nenhuma etnia. Apenas acredito que, no momento da inscrição para o vestibular não há nenhum campo que exija foto colorida ou coisa parecida. Posso até estar enganado, mas até onde sei antigamente não se exigia definição de cor quando se fazia inscrição para o vestibular e se hoje o fazem é, justamente, para a opção pelo tal sistema de cotas, como se pode dizer que tem havido preconceito para com os “negros”, “índios” ou seja lá com quem for?
Acredito que, (corrijam-me, por favor, se eu estiver errado) a igualdade já seria suficiente. Mais uma vez gostaria de frisar: Sou descendente de uma mistura bem bacana. Minha bisavó, que morreu aos 101 anos, era índia e minha avó, é negra. Gosto de como eu sou, mas, minha esposa é testemunha de que gostaria muito de ter nascido negro. (Rsrsrs...) Sei lá porque, mas acho bonito. Isso é mais uma prova de que não sou racista nem preconceituoso. Gosto do que sou e gostaria também de ser um pouquinho mais “black”; qual o problema? Mas será que esse tal sistema de cotas não pode gerar um descontentamento nesse grupo que “se mata” por uma vaga numa universidade? Já que no Brasil todo mundo se ofende por qualquer coisa; é um “danos morais pra cá”, “um racismo pra lá”; será que alguém não se sentiria ofendido por não poder ingressar na universidade se fazendo valer do sistema de cotas? Quer dizer, eu poderia me intitular negro ou índio, afinal sou de descendência de ambas as etnias.
Não seria melhor, assim como é feito nas universidades particulares para concessão de bolsas, uma análise sócio-econômica de seus candidatos para concessão das vagas na universidade pública? Ou seja, qualquer um poderia ingressar, mas a prioridade seria dada àqueles que realmente não podem pagar e para aqueles que tivessem a melhor nota, sem exclusão. Aí o problema passa a ser o critério de avaliação. Mas deixa isso para outro post. Sei que o que vale é o esforço de cada um, mas existem pessoas que têm condições de se dedicar em período integral aos estudos sem ter que se preocupar com o que ele e sua família vai comer no dia seguinte, enquanto existem outros que trabalham dez, doze horas por dia, saem do trabalho direto para o cursinho (quando fazem cursinho), estudam até lá pelas onze da noite, esperam o ônibus um tempão no ponto, chegam em casa lá pela meia-noite e, muitas vezes, matam a fome com um pão e um cafezinho, dormem à uma da manhã para acordar às cinco e pegar um ônibus que mal cabe quem já está lá dentro. A universidade pública é para todos os cidadãos brasileiros, independente de etnia, credo, condição financeira e/ou social, mas, na minha opinião, esse sistema de cotas é mais uma falta do que fazer dos senhores que a instituíram. A análise no perfil de cada aluno deveria determinar a prioridade do acesso às instituições públicas.
Enfim, tudo no Brasil é muito complicado. É um tal de “bolsa sei lá o que”, “vale não sei o que lá” e agora o tal sistema de cotas. Peço aos caros amigos leitores que me ajudem a esclarecer essa dúvida sobre a relevância do sistema. Postem suas opiniões e experiências, por favor.





Hoje, 06/10/2008, cheguei em casa por volta da meia noite. Como de costume fui tomar meu banho. De repente, no banheiro, me vieram essas palavras à mente: “Minha vida, a partir de hoje será uma vida de vitórias”. Fiquei pensando naquilo e resolvi escrever.
Quando vivo Bouguereau era considerado um dos maiores pintores do mundo pelos acadêmicos, com suas obras atingindo elevados preços, mas ao mesmo tempo era criticado pelos vanguardistas. Sua trajetória foi praticamente uma ascensão contínua, com poucos momentos negativos. Para muitos ele epitomizava a tradição, o bom gosto e o refinamento. Mas Degas e seus companheiros costumavam chamar ironicamente de Bougueresco estilos artificiosos semelhantes ao seu, mesmo que tenham reconhecido que ele deveria no futuro ser lembrado como o maior dos pintores franceses do século XIX. Esta asserção, contudo, foi interpretada por Fred Ross, diretor do Art Renewal Center, como também uma ironia e uma alusão ao possível gosto duvidoso dos pósteros. Os colecionadores norteamericanos o tinham como o melhor pintor francês de seu tempo, e era altamente apreciado também na Holanda e Espanha, mas depois de 1920 seu prestígio começou a declinar até desaparecer, em parte por sua firme oposição aos impressionistas. Ao longo de décadas seu nome sequer constou em enciclopédias de arte.