SEJA MUITO BEM VINDO!

Bem pessoal,

Dei início à este blog para falar especialmente de literatura. Falar, na verdade, de arte em geral. Coisas que tanto gosto e com as quais tanto me identifico. O blog não é tão movimentado, mas de vez em quando passo por aqui e deixo uma declaração, um texto, um poema... Não se acanhe. Fique à vontade e deixe um comentário. Cedo ou tarde ele será respondido.

Grande abraço a todos.

Quem sou eu

Minha foto
Pós-graduando em Letras, Português e Literatura pelo Instituto Pedagógico de Minas Gerais; MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela Faculdade SENAC-MG. Licenciado em Letras com dupla habilitação em Inglês e Português pela Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte; professor de ESL (English as a Second Language) com certificado TESOL (Teacher of English for Estudents of Other Languages) pela San Diego University for Integrative Studies, Califórnia; professor de Inglês na Secretaria Municipal de Educação de Vespasiano; revisor de textos em língua inglesa e portuguesa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Para que serve a arte?

Retirantes, Cândido Portinári, 1944


Bem, procurei isso na internet. Na verdade estava procurando outra coisa e me deparei com esta pergunta. "Para que serve a arte"? Li algumas postagens em alguns blogs falando a respeito e algumas me chamaram a atenção. Li no blog Obvious que arte é movimento, ação. Ninguém pode fazer arte estando parado. Que arte é o verbo "fazer". Em postagens deixadas por seus leitores uma me chamou a atenção. O internauta disse que arte é sim movimento, é fazer; mas, o mais importante é o motivo pelo qual se faz arte. Entretanto, a resposta mais interessante nessa busca casual foi a que encontrei no site da Revista Vórtice e se encontra logo abaixo. Procurei, mas não há identificação. Apenas um suposto nome: “Maret”. Mas achei interessante o que ela escreveu e vou transcrever aqui.

“Claro que a resposta é muito pessoal. Mas intimamente, acredito que a arte é um dos poucos elementos em nossas vidas que serve para mostrar que não somos os imbecis que aparentamos ser no dia-a-dia. Fazer arte, principalmente política ou de crítica social, serve para mostrar que não somos simples bonecos de argila, totalmente moldados pela mídia e pela necessidade de grana para sobreviver. A Arte serve para mostrar que não aceitamos o mundo da forma que ele se apresenta, sabemos que ele é uma construção histórica, e que, portanto, ele não está assim porque 'as coisas são assim mesmo, sempre foi desta forma'. Acreditamos na possibilidade de mudança, portanto, não queremos passar pela vida apenas exercendo nosso trabalho medíocre, nossa 'honrada função na sociedade', que mal dá para o sustento, quando dá. Queremos soltar nosso grito glutual, nosso berro de desespero, verdadeiro horror pelas atividades repetitivas, pelo cotidiano entediante, pelo medo da insegurança, do desamparo e da miséria. Por isso fazemos arte. Para soltar este grito, para provar que não nascemos apenas por nascer, vivemos apenas por viver. Particularmente, eu, Maret, me fio a uma arte mais engajada, ela pode atualmente não agradar o público, mas, francamente, não me magôo com isso, e não vou mudá-la para adequá-la ao gosto do grande público”.

Interessante. Concordo com ela. A arte pode muitas vezes demonstrar nossa revolta contra a mediocridade cotidiana. Contra os disparates sociais e políticos da sociedade. Mas não apenas isso. A arte é dinâmica e mutagênica. Tanto se transforma como causa transformações. Podemos comprovar isso na própria história. Querem alguns exemplos? Comecemos nas antigas Grécia e Roma, passemos pela idade média, posteriormente, pelo renascimento, pelo barroco, até a modernidade. Podemos comprovar o quanto a arte mudou durante todo esse tempo e, de um modo geral, expressou os conflitos dos homens em seus respectivos tempos. Portanto, arte é isso. Movimento, ação, expressão e tantas outras coisas que nos identificam e revelam nossos mais íntimos anseios e indagações.

PS: Se alguém conhece a autora do texto acima deixe seu comentário que, certamente, farei a devida identificação.

Um comentário:

Alvimar disse...

Acrescento apenas que, no senso comum, arte são necessariamente pinturas. Existem ainda aqueles que se lembram das esculturas e da música, mas como havia dito anteriormente, sobretudo, pinturas. Por falar nelas, e se voltassemos no tempo, longínquo diga-se de passagem, encontrariamos em alguma caverna ou gruta, as pinturas rupestres. Sim, todos algum dia devem ter visto imagens de homenzinhos pintados de vermelho nos rochedos, cutucando animais com lanças, ou simplesmente reunidos em grupo. Mas o que tem isso haver com a arte? Bem, eu diria que a pintura "correlacionada intrinsecamente com arte" pode ter sua origem enquanto primatas. Sim! Porque não? Seres humanos desprovidos de uma linguagem, de letras/alfabeto, de idioma. Mas a comunicação se fazia presente nos gestos. Gestos que em muitas vezes indicava apenas mais um esforço para conseguir o alimento, a caça, e que indicava ainda a satisfação ou frustração durante o esforço empregado para conseguí-la. O que se sabe até então, vai variar de acordo com o olhar de quem interpreta, mas parece claro que, na comunicação do que se fazia de mais importante naquele período, aparecia nos rochedos, através de pinturas. Curioso pensar que, sem saber da repercussão, todos que um dia, por um ato racional, rabiscaram aqueles rochedos, queriam se comunicar, lá e aqui. Eu diria que arte serve para perpetuar a ação humana das mais variadas formas possíveis.

Em princípio, para começarmos a movimentar o blog, que tipo de conteúdo você mais gostaria de ver por aqui?