"O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate". (Jean-Paul Sartre, filósofo francês, século XX)
SEJA MUITO BEM VINDO!
Colaboradores
domingo, 3 de agosto de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Minhas crônicas
Comentei com meus alunos sobre duas crônicas que escrevi e havia postado aqui neste blog. Entretanto, eu as postei em meu outro blog. O blog é cristoemprimeiro.blogspot.com. Podem acessar, ler, comentar, curtir, compartilhar... Fiquem à vontade!
Grande abraço e até a próxima semana.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Poeminha pra relaxar.
"Casamento
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como 'este foi difícil'
'prateou no ar dando rabanadas'
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva."
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Tribalistas - Velha Infancia
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Casal nota 100.

Pensem em pessoas verdadeiramente comprometidas com aquilo que se propuseram fazer. Eleve ao quadrado ou talvez ao cubo. O resultado será “Cláudio Adriano e Edilamar (Dila)”. Precisava escrever sobre os dois, mas, meu tempo encontra-se muito escasso. Hoje tirei um tempo para fazer isso. Pois bem: Esse cara e sua “preciosa” foram os principais responsáveis por algumas atitudes e decisões que tomei em minha vida. Dentre elas, a paixão pelas letras, em especial pela literatura. Esses dois são os maiores culpados também pelo meu interesse pela arte. Pra falar verdade, gosto muito deles. São pessoas maravilhosas. Me ajudaram de uma maneira inacreditável no tempo em que eu fazia cursinho pré-vestibular. O auxílio que me deram, as aulas ministradas, as correções e dicas, os bate-papos, enfim, foi um período muito bom o que passamos juntos no pré-vestibular. O projeto no qual eles trabalham faz toda a diferença. Acho bacana demais a atitude de re-significar a escola. A atitude deve partir de cada um de nós. Talvez não possamos mudar o todo. Talvez nunca o façamos. Mas, devemos começar de uma pequena parte. Devemos começar de um pequeno espaço para que, paulatinamente, essas mudanças ocorram, quiçá, no mundo inteiro. Não sei se é esse o objetivo deles. Mas uma coisa é certa: A mim eles conquistaram. Quase não tenho contato com eles mais. Nem por MSN ou ORKUT, mas, sempre me lembro deles e de uma maneira bastante especial desejo a eles todo o sucesso do mundo. A pureza com a qual eles exercem sua “profissão” é, talvez, o que faz tanta diferença. Coloquei profissão entre aspas porque o que fazem, para mim, não é bem uma profissão. É talvez uma grande diversão; um grande prazer. Com suas dificuldades, é verdade, mas, dificuldades que vêm, e vão. Dificuldades que fazem chorar, mas que os levam a lugares mais altos. Não sei se consegui externar o que sinto por eles, mas, se não, depois virão outros textos que farão isso melhor. Talvez eles nunca leiam isso, mas desejo, de todo o meu coração, que todos os seus objetivos sejam alcançados e que a cada dia, mais e mais, sejam derramadas sobre a vida deles as mais ricas bênçãos de Deus. Fiquem com o Pai do céu e parabéns por serem tão especiais como são. Grande abraço do seu amigo mais ausente que tudo.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Alguns solos do Teatro Mágico
terça-feira, 11 de maio de 2010
O que se perde enquanto os olhos piscam
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Não adianta chorar.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Show do Teatro Mágico em BH!

quarta-feira, 24 de março de 2010
Luzes, câmera, ação!

Já está no ar o mais novo reality show da televisão brasileira. Às vésperas do término do BBB 10, vemos em rede nacional mais uma grande atração que chama a atenção do povo brasileiro, além de ser um prato cheio para a mídia sensacionalista. Penso que coisas assim deveriam ser definidas sob segredo de justiça. Quanta palhaçada meu Deus. Não quero mencionar nomes. Os acontecimentos falam por si. Apenas acho que menos estardalhaço e mais competência e seriedade seria o ideal num país onde impera a impunidade, onde tudo vira festa e acaba
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Correria

sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Soneto de Amor

É um não querer mais que bem querer;
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Cachorro Poodle mata três na Argentina

Parece mentira, mas não é! Para quem só lê a notícia, é difícil acreditar na realidade dos fatos. Mas o título é claro: um cachorro comum, da raça poodle acabou desencandeando a morte de três pessoas na Argentina. O nome, do “responsável” pelas fatídicas mortes é Cachi, que morreu ao cair do 13° andar de um prédio. Mas, espera aí: se ela morreu, como conseguiu matar os três conterrâneos humanos? Muito bem, "meu caro Watson", a solução é simples: o pobre cachorro faleceu assim que chegou ao solo. No entanto, sua queda ainda foi amortecida por uma mulher de 45 anos que estava no meio do caminho e também morreu na hora. Neste mesmo momento, um curioso espionava a cena do cachorro cadente e perdeu a atenção no trânsito, sendo antigido por um ônibus, também teve morte imediata. A terceira vítima da “chacina” veio a falecer depois de sofrer um ataque cardíaco por presenciar toda a cena dos “crimes”.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Os cinco por cento

Gostaria de oferecer este texto aos alunos da minha turma de letras/pedagogia. Triste realidade. Segue o texto:
O velho professor tentou começar sua aula. Não conseguiu. Pediu silêncio educadamente. Não adiantou. Foi aí que ele deu a maior bronca que já presenciei:
"Prestem atenção porque vou falar isso uma só vez!"
Silêncio na sala. Ele continuou:
“Há muitos anos descobri que nós professores trabalhamos apenas cinco por cento dos alunos de uma turma. De cada cem alunos, apenas cinco fazem diferença no futuro; tornam-se profissionais brilhantes e contribuem para melhorar a vida das pessoas. Os outros 95 por cento servem só para fazer volume. São medíocres e apenas passam pela vida. Essa porcentagem vale para todos. De cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas, só cinco são verdadeiros profissionais; enfim, de cem pessoas, apenas cinco são especiais. É uma pena não poder separar estes cinco por cento do resto. Assim, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria silêncio para dar uma boa aula. Mas não há como saber. Só o tempo vai mostrar. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.” A partir daí, minha turma teve comportamento exemplar nessa matéria até o fim do ano. Afinal, quem gostaria de ser classificado como “parte do resto”? Aquele professor foi um dos cinco por cento que fizeram a diferença em minha vida. Ensinou que, se não tentarmos ser especiais no que fazemos, se não tentarmos fazer o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.
Raul Candeloro
(Texto retirado do site www.criativatec.com.br)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Comemorar o que?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Sejam bem vindos ao Blog do Poeta Emergente

PS: Postei a mesma mensagem nos dois blogs, pois, eles atendem a públicos diferentes.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Indignação.

terça-feira, 8 de setembro de 2009
As três sombras (1.902-1.904) - Auguste Rodin

"Em 1.880, rodin recebeu uma encomenda oficial para fazer a porta de um futuro museu de artes decorativas. Provavelmente por sugestão do próprio artista, o tema escolhido foi Divina Comédia, de Dante. Fascinado pelo aspecto tenebroso do poema, Rodin se concentrou no "Inferno", deixando de lado o "Purgatório" e o "Paraíso". Obra de uma vida inteira, La Porte [A Porta] constitui a matriz a partir da qual emerge todo o universo rodiniano: assemblages, reduções, ampliações e repetições de figuras.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Voca People
Mais um grupo muito interessante. Esses aí cantam muito. O nome é Voca People. Vi uma entrevista ontem, mas, como estava em inglês, não entendi muita coisa. Parece que esses caras e meninas aí vieram de outro planeta: o planeta Voca. Como marcianos que são, apenas se comunicam através de sons como os que fazem nesse vídeo. Muitíssimo interessante mesmo. Eles cantam, mas, sem nenhum acompanhamento eletrétrico, eletrônico ou acústico. Apenas as vozes dos integrantes do grupo. Assista e comente. Grande abraço.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Para que serve a arte?
Retirantes, Cândido Portinári, 1944
Bem, procurei isso na internet. Na verdade estava procurando outra coisa e me deparei com esta pergunta. "Para que serve a arte"? Li algumas postagens em alguns blogs falando a respeito e algumas me chamaram a atenção. Li no blog Obvious que arte é movimento, ação. Ninguém pode fazer arte estando parado. Que arte é o verbo "fazer". Em postagens deixadas por seus leitores uma me chamou a atenção. O internauta disse que arte é sim movimento, é fazer; mas, o mais importante é o motivo pelo qual se faz arte. Entretanto, a resposta mais interessante nessa busca casual foi a que encontrei no site da Revista Vórtice e se encontra logo abaixo. Procurei, mas não há identificação. Apenas um suposto nome: “Maret”. Mas achei interessante o que ela escreveu e vou transcrever aqui.
“Claro que a resposta é muito pessoal. Mas intimamente, acredito que a arte é um dos poucos elementos em nossas vidas que serve para mostrar que não somos os imbecis que aparentamos ser no dia-a-dia. Fazer arte, principalmente política ou de crítica social, serve para mostrar que não somos simples bonecos de argila, totalmente moldados pela mídia e pela necessidade de grana para sobreviver. A Arte serve para mostrar que não aceitamos o mundo da forma que ele se apresenta, sabemos que ele é uma construção histórica, e que, portanto, ele não está assim porque 'as coisas são assim mesmo, sempre foi desta forma'. Acreditamos na possibilidade de mudança, portanto, não queremos passar pela vida apenas exercendo nosso trabalho medíocre, nossa 'honrada função na sociedade', que mal dá para o sustento, quando dá. Queremos soltar nosso grito glutual, nosso berro de desespero, verdadeiro horror pelas atividades repetitivas, pelo cotidiano entediante, pelo medo da insegurança, do desamparo e da miséria. Por isso fazemos arte. Para soltar este grito, para provar que não nascemos apenas por nascer, vivemos apenas por viver. Particularmente, eu, Maret, me fio a uma arte mais engajada, ela pode atualmente não agradar o público, mas, francamente, não me magôo com isso, e não vou mudá-la para adequá-la ao gosto do grande público”.
Interessante. Concordo com ela. A arte pode muitas vezes demonstrar nossa revolta contra a mediocridade cotidiana. Contra os disparates sociais e políticos da sociedade. Mas não apenas isso. A arte é dinâmica e mutagênica. Tanto se transforma como causa transformações. Podemos comprovar isso na própria história. Querem alguns exemplos? Comecemos nas antigas Grécia e Roma, passemos pela idade média, posteriormente, pelo renascimento, pelo barroco, até a modernidade. Podemos comprovar o quanto a arte mudou durante todo esse tempo e, de um modo geral, expressou os conflitos dos homens em seus respectivos tempos. Portanto, arte é isso. Movimento, ação, expressão e tantas outras coisas que nos identificam e revelam nossos mais íntimos anseios e indagações.
PS: Se alguém conhece a autora do texto acima deixe seu comentário que, certamente, farei a devida identificação.
terça-feira, 19 de maio de 2009
O Teatro Mágico
Thousand Hands - China
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Quero, um dia...
Luís Fernando Veríssimo
terça-feira, 7 de abril de 2009
À minha esposa.
Fernando Pessoa
Fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa
terça-feira, 24 de março de 2009
Nova cara.
sexta-feira, 20 de março de 2009
I have a dream
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Para quem nunca os viu...
POÉTICA (I)
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
— Meu tempo é quando.
(Vinícius de Moraes)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Nem Tudo é Fácil...
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil ser fiel, assim como é fácil se aventurar.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?!
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?!
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos estes desejos,
REALIDADE!
(Cecília Meirelles)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Maria I de Portugal
Dona Maria I (Lisboa, 17 de Dezembro de 1734 — Rio de Janeiro, 20 de Março de 1816) foi rainha de Portugal de 24 de Março de 1777 a 20 de Março de 1816. Jaz na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada. Batizada Infanta Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, foi Rainha de Portugal entre 1777 e 1816, sucedendo ao seu pai, o rei José I. D.Maria foi ainda Princesa do Brasil, Princesa da Beira e Duquesa de Bragança.
Ficou conhecida pelos cognomes de A Piedosa ou a A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa - demonstrada, por exemplo, quando mandou construir a Basílica da Estrela em Lisboa) - e finalmente, como Dona Maria, a Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida, depois da morte do seu filho primogênito, que ela havia se recusado a vacinar contra a varíola, por motivos religiosos.
Casamento
A continuidade dinástica da casa de Bragança ficou assegurada com o seu casamento com o tio Pedro de Bragança. O casamento foi realizado no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, em Lisboa, a 6 de julho de 1760. Ele subiu ao trono como Pedro III, sendo feito 19º Duque de Bragança, 16º Duque de Guimarães e 14º Duque de Barcelos, 18º Marquês de Vila Viçosa, 20º conde de Barcelos, 16º conde de Guimarães, d'Ourem, de Faria, e de Neiva, 22º conde de Arraiolos. Tiveram quatro filhos e três filhas, abaixo.
Reinado
Foi a primeira rainha em Portugal a exercer o poder efetivo. Seu primeiro ato como rainha, iniciando um período que ficou conhecido como a Viradeira, foi a demissão e exílio da corte do Marquês de Pombal, a quem nunca perdoara a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras. Rainha amante da paz, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789). Era, no entanto dada à melancolia e fervor religioso e de natureza tão impressionável que quando ladrões entraram em uma igreja e espalharam hóstias pelo chão, decretou nove dias de luto, adiou os negócios públicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa.
A 5 de janeiro de 1785 promulgou um alvará impondo pesadas restrições à atividade industrial no Brasil.
Regência do filho
Mentalmente instável, desde 10 de fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o filho tomasse conta dos assuntos de Estado. Obcecada com as penas eternas que o pai estaria sofrendo no inferno, por ter permitido a Pombal perseguir os jesuítas, o via como "um monte de carvão calcinado".
Para tratá-la veio de Londres o Dr. Willis, psiquiatra e médico real de Jorge III, enlouquecido em 1788, mas de nada adiantaram seus "remédios evacuantes".
Em 1799, sua instabilidade mental se agravou com os lutos pelo seu marido D. Pedro III (1786) e seu filho, o príncipe herdeiro José, Duque de Bragança, Príncipe da Beira, Príncipe do Brasil, morto aos 26 anos (1788), a marcha da Revolução Francesa, e execução do Rei Luís XVI de França na guilhotina e o filho e herdeiro João assumiu a regência: D. João VI de Portugal.
Transferência para o Brasil
A idéia de que a Família Real Portuguesa fugiu para o Brasil é derrubada pelo fato de, na época, o território brasileiro pertencer a Portugal. O que realmente ocorreu foi a transferência da sede da Corte para outra parte do Reino. Em 1801, o primeiro-ministro de Espanha, Manuel Godoy apoiado por Napoleão invadiu Portugal por breves meses e, no subsequente Tratado de Badajoz, Olivença passou para a coroa de Espanha. Portugal continuou a fazer frente à França e, ao recusar-se a cumprir o Bloqueio naval às Ilhas Britânicas, foi invadido pela coligação franco-espanhola liderada pelo Marechal Junot. A família real tranferiu-se para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 e Junot foi nomeado governador de Portugal. A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington desembarcou em Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular. Entre 1809 e 1810, o exército luso-britânico lutou contra as forças invasoras de Napoleão, nomeadamente na batalha das Linhas de Torres. Quando Napoleão foi derrotado em 1815, Maria e a família real encontravam-se ainda no Brasil. Segundo consta, a rainha teve de embarcar à força. Muito religiosa, acreditava que estava indo para o próprio Inferno. Dos membros da realeza, porém, foi a que se manteve mais calma, chegando a declarar: Não corram tanto, vão pensar que estamos a fugir.
Reino Unido
Proclamada Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 16 de dezembro de 1815.
Descendência
• José, Duque de Bragança e príncipe do Brasil (1761-1788), casou com a tia, a infanta Maria Benedita de Bragança.
• João de Bragança, natimorto no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, Lisboa, 20 de outubro de 1762.
• Dom João Francisco de Paula Domingos António Carlos Cipriano de Bragança nascido em Lisboa a 16 de setembro e morto em Lisboa a 10 de outubro de 1763.
• D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luis António Domingos Rafael de Bragança (futuro João VI)
• Mariana Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas Gabriela de Bragança nascida no Palácio de Queluz a 15 de Dezembro de 1768, morta no Escorial em 2 de Novembro de 1788, tendo tido dois filhos e uma filha. Casou-se com Gabriel António Francisco Xavier João Nepomuceno José Serafim Pascoal Salvador de Bourbon e Saxe, Infante de Espanha, nascido em Portici a 12 de maio de 1752 e morto no Escorial a 23 de Novembro de 1788, quarto filho de Carlos III, rei da Espanha e de sua esposa Maria Amália de Saxe.
• Maria Clementina Francisca Xavier de Paula Ana Josefa Antónia Domingas Feliciana Joana Michaela Julia de Bragança, nascida em Queluz em 9 de junho de 1774 e morta em Lisboa em 27 de junho de 1776.
• Maria Isabel de Bragança nascida em Queluz 12 de dezembro de 1776 e morta em Lisboa em 14 de janeiro de 1777.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O sentido do matrimônio
Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da lua-de-mel, para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta e o café da manhã preparado.
Como estava acostumado com a casa da mamã, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa. Olhei para o lado e vi minha esposa, SOL, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. Nada!
Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugáramos. Ao me sentar à mesa de trabalho sentindo o estômago roncar. Abri a Bíblia no seguinte trecho: “O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles” (Lc. 6:31). Disse pra mim mesmo: “O Senhor não precisa dizer mais nada”.
Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para SOL. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!
Estamos para completar Bodas de Prata e, nesses quase vinte e cinco anos de casamento continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor!
Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo. Tenho muito a melhorar. Tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso.
Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo em que estou mirando é Jesus: “Maridos, amai a vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 25). O matrimônio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão.
A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois, sem Ele nada podemos fazer (Jo 15,5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus que, aliás, não está nos Evangelhos: “É maior felicidade dar que receber” (At 20,35). Quando se descobre isso no matrimônio, se descobre o princípio da felicidade.
Por que muitos casamentos não têm ido adiante?
Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o “cada um por si” que vigora. Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Pessoas não são descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.
O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão, diariamente.
É preciso declarar, todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: “Eu amo você”. Às vezes não é fácil dizer isso, pois de vez em quando acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo forças ao Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar e viver bem naquele dia. Faça isso agora também. Declare seu amor!
Aos solteiros, quero dizer o seguinte: Se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case. Fique como está, solteiro mesmo. Mas, se sua intenção é casar-se para fazer alguém feliz, case-se, e você será a pessoa mais feliz do mundo.
O segredo da felicidade é fazer o outro feliz! Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade: “JESUS”.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Call of Duty 4
Pessoal! Vou agora revelar uma característica que, talvez, a maioria não conheça. Além de ser um amante da arte em geral (música, teatro, literatura, etc...), sou também um amante de jogos eletrônicos. Isso mesmo. Gosto de jogos para PC, vídeo games e tal. Quando vi o clipe do "Call of Duty 4" não resisti. Pensei: "Vou colocar isso no blog". Ainda não tenho o jogo, mas tive informações de que o mesmo é muito bom. Assim, "fuçando" na internet, encontrei o clipe do game. Estou postando para vocês verem. Parece que o jogo é muito bom mesmo. Para quem gosta de jogos do tipo e já tem, bom proveito. Quem gosta e ainda não tem, está perdendo tempo. Mas para quem não gosta só tenho a desejar... meus pesames! Você não é deste mundo. (Rsrsrs...) Tô brincando! Pessoal, sei que estou fugindo um pouco do propósito do blog, mas não resisti. Mais adiante postarei algum poema ou algo que fale de arte. Só não podia deixar de divulgar isso. Um abraço à todos.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Serenata
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.
Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.
(Cecília Meireles)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Timidez
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
— mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
— palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
— que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
— e um dia me acabarei.
(Cecília Meireles)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
A farsa do espírito natalino.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Já passou.
"Até o Fim
Engenheiros do Hawai
Não vim até aqui
Pra desistir agora
Entendo você
Se você quiser ir embora
Não vai ser a primeira vez
Nas últimas 24 horas
Mas eu não vim até aqui
Pra desistir agora
Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Voando sem instrumentos
Ao sabor do vento
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Eu não vim até aqui
Pra desistir agora
Entendo você
Se você quiser
Ir embora
Não vai ser a primeira vez
Em menos de 24 horas
A ilha não se curva
Noite adentro
Vida afora
Toda a vida
O dia inteiro
Não seria exagero
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Cada célula
Todo fio de cabelo
Falando assim
Parece exagero
Mas se depender de mim
Eu vou até fim
Não vim até aqui pra desistir agora
Não vim até aqui pra desistir agora"
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Não te amo mais?
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
*Leia do fim para o começo*
(Texto de Clarice Lispector)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las. (Voltaire)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Sistema de cotas. Qual a relevância desse assunto?

Uma das definições que o Dicionário Aurélio dá à palavra preconceito é: Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc. Diante dessa definição gostaria de introduzir minhas idéias e dúvidas a respeito do tão falado sistema de cotas para negros, índios e outros nas universidades públicas.
Com toda a sinceridade não consigo entender o motivo da criação dessas cotas. Tenho lido em alguns artigos que a maioria dos universitários é “branca” (não gosto de utilizar esses termos, mas o faço apenas para me fazer entender melhor) e que apenas uma pequena parte é “negra”. Com todo o respeito a todos os leitores do meu blog, e daí? Por favor não me entendam mal. Quando digo “e daí?” não estou com isso discriminando nenhuma etnia. Apenas acredito que, no momento da inscrição para o vestibular não há nenhum campo que exija foto colorida ou coisa parecida. Posso até estar enganado, mas até onde sei antigamente não se exigia definição de cor quando se fazia inscrição para o vestibular e se hoje o fazem é, justamente, para a opção pelo tal sistema de cotas, como se pode dizer que tem havido preconceito para com os “negros”, “índios” ou seja lá com quem for?
Acredito que, (corrijam-me, por favor, se eu estiver errado) a igualdade já seria suficiente. Mais uma vez gostaria de frisar: Sou descendente de uma mistura bem bacana. Minha bisavó, que morreu aos 101 anos, era índia e minha avó, é negra. Gosto de como eu sou, mas, minha esposa é testemunha de que gostaria muito de ter nascido negro. (Rsrsrs...) Sei lá porque, mas acho bonito. Isso é mais uma prova de que não sou racista nem preconceituoso. Gosto do que sou e gostaria também de ser um pouquinho mais “black”; qual o problema? Mas será que esse tal sistema de cotas não pode gerar um descontentamento nesse grupo que “se mata” por uma vaga numa universidade? Já que no Brasil todo mundo se ofende por qualquer coisa; é um “danos morais pra cá”, “um racismo pra lá”; será que alguém não se sentiria ofendido por não poder ingressar na universidade se fazendo valer do sistema de cotas? Quer dizer, eu poderia me intitular negro ou índio, afinal sou de descendência de ambas as etnias.
Não seria melhor, assim como é feito nas universidades particulares para concessão de bolsas, uma análise sócio-econômica de seus candidatos para concessão das vagas na universidade pública? Ou seja, qualquer um poderia ingressar, mas a prioridade seria dada àqueles que realmente não podem pagar e para aqueles que tivessem a melhor nota, sem exclusão. Aí o problema passa a ser o critério de avaliação. Mas deixa isso para outro post. Sei que o que vale é o esforço de cada um, mas existem pessoas que têm condições de se dedicar em período integral aos estudos sem ter que se preocupar com o que ele e sua família vai comer no dia seguinte, enquanto existem outros que trabalham dez, doze horas por dia, saem do trabalho direto para o cursinho (quando fazem cursinho), estudam até lá pelas onze da noite, esperam o ônibus um tempão no ponto, chegam em casa lá pela meia-noite e, muitas vezes, matam a fome com um pão e um cafezinho, dormem à uma da manhã para acordar às cinco e pegar um ônibus que mal cabe quem já está lá dentro. A universidade pública é para todos os cidadãos brasileiros, independente de etnia, credo, condição financeira e/ou social, mas, na minha opinião, esse sistema de cotas é mais uma falta do que fazer dos senhores que a instituíram. A análise no perfil de cada aluno deveria determinar a prioridade do acesso às instituições públicas.
Enfim, tudo no Brasil é muito complicado. É um tal de “bolsa sei lá o que”, “vale não sei o que lá” e agora o tal sistema de cotas. Peço aos caros amigos leitores que me ajudem a esclarecer essa dúvida sobre a relevância do sistema. Postem suas opiniões e experiências, por favor.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Promessa de amor eterno

De todos os amores por mim vividos até hoje,
o seu foi o mais intenso.
De todas as almas,
a sua foi a mais gêmea.
De toda a vontade de ficar junto,
a vontade que me domina é a sua.
De toda ânsia de cometer loucuras,
a sua foi a que mais me atentou.
De todas as esperanças em amores depositadas,
o seu foi o que teve mais crédito.
De toda a saudade,
a sua foi a mais forte.
De todos os beijos,
o seu foi o mais gostoso.
De todo calor,
o seu foi o mais ardente.
Por isso, de todos os amores eternos por mim prometidos,
o seu será o único cumprido a risca.
(Autor desconhecido)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A botija e a alma
A estrada se perdia de vista. Atravessava planícies e rios. Algumas vezes se estendia pelo alto dos montes, outras vezes pelo fundo dos vales. Havia trechos ladeados de árvores que proporcionavam sombra, mas havia outros áridos, fustigados pelo sol.
Passados muitos dias, o servo encontrou uma caravana de ciganos. Estes insistiram e acabaram por convencê-lo a seguir com eles. Logo ele aprendeu a arte de trapacear e mentir, fingindo ver na palma da mão o destino de crédulos incautos. Entre os vadios, o servo adquiriu o hábito do desleixo e da indolência.
Enganado e enganando, não viu o tempo passar. Um dia, como se acordasse de um pesadelo, lembrou da ordem do rei e foi procurar a botija. Achou-a jogada, empoeirada e com muitas trincas. Tomou-a e voltou para a estrada. Mas não por muito tempo! Bastou encontrar a primeira subida para abandonar outra vez o caminho, procurando desbordar a montanha por um atalho.
Assim fazendo, acabou por se deparar com uma cidade onde um templo idólatra estava sendo construído. O servo, que ficara ganancioso, achou que poderia ganhar ali muito dinheiro. O templo demorou anos para ser terminado. Durante este tempo, ele adotou os costumes locais e se entregou ao pernicioso culto aos ídolos e às práticas pagãs. Adquiriu novos vícios e se prostituiu, como era a tradição daquele povo.
Com o tempo, tornou-se fraco e doente. Perdeu tudo o que tinha, foi desprezado e expulso da cidade. Na sua miséria, lembrou-se mais uma vez da botija e da ordem do rei. Sentiu que a última chance de sua vida era terminar a jornada e receber a recompensa. A botija, cujas trincas tinham se tornado rachaduras, estava jogada em um canto. Havia perdido todo brilho e beleza.
Trôpego e cansado, o servo retomou a estrada. Agora, já não havia ciganos que se interessassem por ele, ou quem lhe desse trabalho. O servo estava feio, envelhecido, doente e fraco.
Com sacrifício, chegou finalmente ao seu destino. Vendo os majestosos portões, o primeiro sentimento que teve foi de remorso. Desperdiçara tanto tempo por nada.
Imediatamente procurou o rei e lhe contou sua história. Entregando-lhe a botija, disse:
- Majestade, eis a botija! Estou velho, cansado e nada tenho na vida. Rogo-vos que me concedas a recompensa, para que descanse em paz.
O rei abriu a velha botija e verificou que estava vazia.
- Pobre homem! Não cuidastes desta botija, pensando que estava vazia. Na verdade, ela trazia tua recompensa: o fino e valioso ouro em pó que nela foi colocado e tu deixastes cair pelas trincas e rachaduras. Se tivesse ouvido a voz daquele que te enviou, terias guardado este tesouro.
Assim também foi a tua vida. O teu corpo era a botija e a tua alma o ouro que ela continha. Deixando o caminho no qual devias andar, adquiristes males e vícios, trincando teu corpo com o pecado e a doença, tal qual esta botija envelhecida.
As sublimes virtudes, o amor, a bondade, a fidelidade e a obediência, foram levadas da tua alma, assim como o ouro foi derramado da botija, sem que tu percebesses. Hoje não tens recompensa. Está vazia a tua botija como vazia está a tua alma.
Sábio é o homem que guarda a sua botija, preservando a sua alma. Terá sempre um precioso tesouro do qual virá paz, alegria e a recompensa final: nossa salvação em Jesus!
(Livro: Histórias de Sabedoria e Humildade - Bispo Marcelo Crivella)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Se você é...
terá alguns falsos amigos
e alguns amigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
as pessoas podem enganá-lo
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir
Alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no final de tudo
Será você ... e Deus.
E não você ... e as pessoas!
(Madre Tereza de Calcutá)
domingo, 19 de outubro de 2008
Desânimo
Um pouco à parte encontrava-se uma ferramenta de aspecto inocente, em forma de cunha, com o rótulo: “Desânimo”. Estava já muito gasta, mas tinha o preço mais alto que todas as outras. Quando perguntaram a razão de tão alto preço, satanás respondeu: “Esta ferramenta é a que eu uso com mais facilidade e mais eficazmente do que qualquer das outras, porque poucas pessoas sabem que ela me pertence. Com ela, abro qualquer porta que não consigo abrir com as outras, e, uma vez dentro, posso usar qualquer outra ferramenta que desejar”.
(Joseph Faith - Retirado do jornal Folha Universal há pouco menos de uma década)
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Palavras e canções - Sérgio Lopes

Nas mais lindas canções que já se pôde ouvir
Nas mais belas poesias que já se escreveu
Não encontrei a explicação
Tentaram com palavras descrever o amor
Foi tudo em vão
Palavras não
Conseguem decifrar a voz do coração.
Enquanto procurei, por onde eu passei
Alguém que me explicasse o amor
Respostas não achei
Palavras e canções, são simples ilusões
Confundem o poder do amor
Com a força das paixões
Amor... amor
Só encontrei alguém que em silêncio revelou
Jesus, Jesus
Amor é o que Ele fez por mim na cruz.
Isso é política?
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Motivo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
(Vinícius de Moraes)
Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;
Eu aprendi...
...que ser gentil é mais importante do que estar certo;
Eu aprendi...
...que nunca se deve negar um presente a uma criança;
Eu aprendi...
...que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;
Eu aprendi...
...que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;
Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;
Eu aprendi...
...que os passeios simples com meu pai, em volta do quarteirão, nas noites de verão, quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;
Eu aprendi...
...que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;
Eu aprendi...
...que dinheiro não compra "classe";
Eu aprendi...
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;
Eu aprendi...
...que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;
Eu aprendi...
...que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?
Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi...
...que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoaé me cercar de gente mais inteligente do que eu;
Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;
Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis, pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;
Eu aprendi...
...que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;
Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorrem quando você a esta escalando;
Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;
Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho mais coisas consigo fazer.
(William Shaskespeare)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O amor antigo

O amor antigo tem raízes fundas,
Se em toda parte o tempo desmorona
Mais ardente, mas pobre de esperança.
(Carlos Drummond Andrade)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
A ordem do dia é a musculação espiritual.

Qual o seu objetivo? Aliás, você tem algum objetivo? Porque “sem objetivos bem definidos somente por acaso chegaremos a algum lugar” Você quer ser uma obra do acaso, da sorte? Tem gente que gosta da sorte. Na vida não tem esse negócio de sorte. Existem vencedores e fracassados. Existem aqueles que aceitam as imposições das situações e aqueles que determinam uma vida grandiosa.
Houve no passado um homem visionário. Para ele não havia limites. Nada o parava. Ele disse o seguinte: “Persegui os meus inimigos, e os alcancei, e só voltei depois de haver dado cabo deles. Esmaguei-os a tal ponto, que não puderam levantar-se; caíram sob meus pés.” (Salmos 18:37, 38); e em outra ocasião disse: “Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança.” (Salmos 27:3). Esse homem era Davi, um verdadeiro guerreiro, um vencedor. Você pode ser considerado um vencedor? Qual tem sido seu inimigo? O problema conjugal, filhos envolvidos coma marginalidade, familiares alcoólatras, dívidas, desemprego, doenças. Talvez seu problema não seja tão sério como esses, mas de repente você tenha um objetivo muito difícil de ser alcançado. Tomemos como exemplo o vestibular. Você não deve lutar contra seus adversários físicos. Seu inimigo não é seu concorrente. Seu inimigo é o vestibular. É ele quem vai tentar te barrar de entrar na universidade. É ele quem fez estourar contra você a guerra. E agora, sentar-se e esperar vai resolver o problema? Nunca. Você deve sacrificar. Seja o melhor. Talvez você diga que não tem tempo ou dinheiro para estudar o quanto precisa ou gostaria. Então você não está apto a conquistar. Martin Luther King Junior disse certa vez: “Se você não está pronto para morrer por alguma coisa, você não está pronto para viver". Se você considera não ter tempo, dinheiro, condições ou qualquer outra coisa, outros virão e te ultrapassarão. É assim na vida profissional, na família e em todas as áreas de sua vida. Se você não for o melhor, não fizer algo diferente, outro fará e amanhã estará no lugar onde você gostaria e poderia estar. Deus é com você assim como foi com tantos outros como Davi. Ele mesmo disse a Josué: “Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida”... Qual a condição para isso? “Se forte e mui corajoso”... (Josué 1:5-9).
Portanto, não se assuste se as dificuldades vierem contra você. É somente através delas que conhecemos nosso verdadeiro potencial. Se até hoje você tem pensado em desistir, ainda está em tempo de mudar sua história. A fé é uma fonte inesgotável de força e poder. Exercite-a. Pois assim como um músculo se atrofiará ou se hipertrofiará caso você exercite-o ou não, assim também a fé se desenvolverá a medida que você usá-la. Só depende de você.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A Arte e a Literatura
Jovens ciganos

Sua reabilitação começou em 1974, quando timidamente foi montada uma exposição no New York Cultural Center, apenas a título de curiosidade histórica. Na década seguinte a Borghi Gallery expôs 23 pinturas e um desenho, e no mesmo ano sua produção recebeu uma grande mostra que itinerou pelo Petit Palais, em Paris, o Wadsworth Atheneum em Hartford, e encerrando no Museu de Belas Artes de Montreal, no Canadá. Hoje seus trabalhos estão expostos em grandes museus de várias partes do mundo. Sua posição na história da arte é apreciada modernamente de forma muito diversa do período em que sofreu descrédito por parte dos modernos. Fred Ross assim o declara:
"As ideologias modernistas adoram dizer que Bouguereau foi irrelevante para o seu tempo porque ele não era um dos impressionistas que estavam abrindo o caminho para o expressionismo abstrato. Nada poderia estar mais longe da verdade. Filho das revoluções francesa e americana como era, Bouguereau, junto com muitos outros artistas e escritores daquele momento, acreditaram nas inovações da filosofia iluministas: Democracia, Direitos dos homens, 'Liberté, Egalité, Fraternité'. Não só não é verdade que ele foi irrelevante, mas nada poderia ser mais relevante do que obras como esta (falando da tela 'Jovens ciganos'), que enobreciam e elevavam as pessoas comuns e os camponeses. E qual maneira melhor do que tomar a ralé da sociedade, os ciganos, e alçá-los até os céus? Eles são tanto belos como não têm beleza em demasia: 'reais' e 'ideais' ao mesmo tempo".
Kara Ross completa:
"Bouguereau amava exaltar os pobres. (...) A dignidade das classes inferiores era um tema favorito para Bouguereau, que o abordou em muitos de seus trabalhos"
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Soneto do amor total
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
(Vinícius de Moraes)
(Dedico este poema à minha querida esposa, Ana Paula; que apesar das tempestades que vivemos e da dificuldade que é conviver com uma pessoa como eu - sou chato à beça, só ela mesmo pra me agüentar - tem sido uma fiel e dedicada esposa. À você Ana Paula, dedico todo meu amor.)
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
tentei substituir pessoas insubstituíveise,
esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classee vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" pra ser insignificante.
(Charles Chaplin)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
(Graciliano Ramos - São Bernardo)
terça-feira, 26 de agosto de 2008
João do Rio e, A alma encantadora das ruas
A alma encantadora das ruas
Escrito durante o governo de Rodrigues Alves, Talvez seja o livro mais conhecido de João do Rio. É o seu terceiro livro e foi publicado em 1908. O autor se revelou como alguém que se apropria da psicologia das ruas e o espírito da sua época. As crônicas são carregadas de lembranças decadentes e um olhar deslumbrado diante das transformações urbanas e sociais que se desenham no Rio de Janeiro, onde a vida já não é mais como antes.
O Contexto
Início do século XX – Modernização da cidade, multifacetamento urbano.
“O homem não é qualquer um, mas o que vive no espaço urbano. Numa relação dupla, a sociedade faz a rua e esta faz o indivíduo”.
“Há suor humano na argamassa do seu calçamento.”
“Oh! Sim, a rua faz o indivíduo, nós bem o sentimos.”
As literaturas européias dos séculos XIX e XX foram marcadas pelo desejo de captar e registrar o cenário urbano. A compreensão da cidade moderna, que rapidamente se transformava, pressupunha o entendimento da geografia urbana como inscrições da subjetividade.
Na literatura brasileira do século XX, o espaço é apresentado da forma mais realista possível como importante meio de análise e de conhecimento. O espaço agora priorizado, recebe novo tratamento. Do traçado realista que buscava expressar tem-se, de um lado, a construção de um espaço citadino hiper-real que mais faz do texto literário um texto de reportagem ou uma crônica e, de outro, a estruturação de um espaço em que a geografia urbana, tornando-se cada vez mais ambígua e indefinida, sofre um processo de desespacialização ou desrealização.
Escrever a cidade é lê-la. E essa leitura faz do lugar algo fantasmagórico. O primado do lugar nos cenários pós-modernos, segundo Anthony Giddens, foi destruído em grande parte pelo distanciamento tempo-espaço e pelo desencaixe, característicos das sociedades contemporâneas. Nestas, as estruturas através das quais ele se constitui não são mais organizadas localmente. Em outras palavras, o local e o global tornaram-se inextricavelmente entrelaçados.
Assim, é possível perceber que a cidade se apresenta delineada de modo fragmentário – o que já impossibilita o mapeamento do espaço urbano – até o total descompromisso com o espaço geográfico e cultural: o desaparecimento mesmo da cidade. Desespacializada, indefinida, “a cidade pode ser qualquer cidade ou nenhuma cidade” e onde, em sua maioria, as identidades e afetos encontram-se problematizados.
Na obra de João do Rio, já aparece a essência da identidade carioca: a capacidade de criar soluções de sobrevivência, a paixão pela música, a riqueza do imaginário social, a espontaneidade da mistura cultural que constitui hoje a maior riqueza não apenas do povo carioca, mas de todos os brasileiros.
O autor aborda questões – que normalmente são esquecidas – da sociedade, como os trabalhadores, as cadeias e ladrões, unindo os fragmentos do Rio de Janeiro da época. As crônicas encenam o que mancha o projeto da cidade da virtude civilizada, que a ordem nacional planejou (a cidade ideal); ganham o palco da escrita aspectos da antitética cidade do vício, símbolo e estigma dos males sociais.